A Rede Social em Portugal
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secular de entreajuda familiar e de solidariedade mais alargada” que está na base do surgimento de inúmeras instituições particulares, designadamente pequenas unidades produtivas de base familiar, e de inúmeros grupos e iniciativas de acção social disseminados por todo o país. Estas redes de entreajuda encontram-se, antes de mais, ao nível das famílias, mas também nas relações de vizinhança, na vida profissional, na vida cultural e desportiva e nas fortes tradições de associativismo existentes em todo o país.
A filosofia de base da Rede Social pretende, assim, apoiar-se nos valores associados às dinâmicas de solidariedade social que sempre existiram no país, nos mais diversos âmbitos e esferas de intervenção, com o objectivo de “fomentar a formação de uma consciência colectiva e responsável dos diferentes problemas sociais”.
Nesta perspectiva, a resolução visa incentivar o surgimento de redes de apoio social integrado de âmbito local, capazes de contribuir para:
Ø a activação dos meios e agentes de resposta;
Ø a conjugação dos esforços das diferentes entidades com intervenção na esfera social;
Ø a optimização das respostas existentes a nível local;
Ø o surgimento das necessárias inovações na concretização das medidas de política social.
A filosofia global em que assenta a Rede Social materializa-se num conjunto de princípios e orientações mais específicos que, decorrendo do princípio geral da solidariedade, consideram a evolução das formas de pobreza e exclusão social e das metodologias de intervenção social que visam o combate a essas situações.
No plano metodológico, o Programa da Rede Social situa-se no quadro do desenvolvimento de novas formas de pensar a intervenção social, tendendo à superação definitiva do paradigma assistencialista, com as suas lógicas de intervenção centrada em situações pontuais e individualizadas, e visa...